quinta-feira, 1 de outubro de 2009

EU

Quero escrever versos,
Versos de amor, de ironia,
Quero preencher todos os espaços,
Desta folha vazia.
Quero, ao escrever,
Ser completamente livre,
Lembrar-me do que quis ter,
Mas que nunca tive.
Quero com estas tantas palavras,
Que escrevo sem encontrar fim
Encher além destas folhas brancas,
Os espaços imensos que há em mim.
Lembrar, esquecer
Dormir, acordar,
Desejar morrer,
E depois lamentar.
Senti a presença da solidão,
Ri as lágrimas que não chorei,
Agindo com o coração,
Sempre errei.
Escrevo partes do que sou,
E dedico-tas a ti,
Mas só eu o sei,
Não sairá daqui.
Todas as lágrimas foram enxutas,
Neste pedaço de papel,
Que agora é um pouco de mim,
As minhas palavras sentidas,
doces ou brutas,
Assim como eu chegaram ao fim.

1 comentário:

Dupé disse...

E será que isso tudo é uma vida? Será que te vais sentir realizada a "meteres-te" por esses caminhos fora, deixando a ânsia do desejo e da vida, de fora, e manipulando o teu caminho, que, quem sabe, já estará pré-definido. Será que te vais sentir feliz com isso?

Sinceramente acho que não, e que este texto não revela a pessoa que és, e pelo menos és para mim, pessoa que já te conhece à 7 anos. Pois bem, deixa as "tretas" e tenta viver a realidade abstrativamente. Deixa as possibiblidades imaginárias e concentra-te na realidade factual!